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Voltando!!

Depois de anos sem postar, ressurgimos das cinzas...
E posso dizer que voltamos na hora certa. Pois foi a-go-ra que passamos da fase de adaptação. Sim, quase quatro meses depois.
Não pense que casamento é fácil, fia. Brigamos, choramos por bobagens, não nos olhávamos e parecíamos duas estranhas... Estranhas essas que nem iam com a cara uma da outra. Mas tudo bem, não se assuste! Estamos bem agora... Super adaptadas e fazendo mais planos ( como sempre ).
Nossos horários de trabalho não coincidem, portanto voltamos a ser aquelas namoradas que fazem melodrama o tempo todo. Sentimos saudades como se estivéssemos em países diferentes, e quando nos encontramos (à noite) não desgrudamos.
Posso te pedir uma coisa?
Reze pra continuarmos chatas, pegajosas e irritantes uma com a outra. Porque é assim que a gente funciona.
É assim que a gente sabe se amar.

Beijo! :)

Fazer as pazes

Depois de um fondue não muito bem sucedido, porém muito apetitoso, sentamos no chão daquela casa, em frente a lareira. Tinha tudo pra ser uma das noites mais românticas de todas, mas nem tudo é o que deve ser.
Resumindo muito, brigamos. Houve choro compulsivo da parte chorona, lógico. E houve um “não sei porque você está chorando” da outra parte. O que deixou a chorona com mais raiva ainda, blá blá blá... Aquela mesma história de sempre.
Mas o que mais queremos contar – e nos lembrar – é o desfecho dessa discussão.
Uma ficou chorando no quarto enquanto a outra foi no banheiro (talvez pra fugir da escandalosa que chora por “nada”). E na volta, teve uma pequena surpresa: deu com o nariz na porta. O quarto estava trancado...
Enquanto ela pensava a merda que ia ser dormir no sofá, no frio, a outra se vestia pra matar. O choro simplesmente parou, ela levantou colocou a calcinha minúscula, o vestido preto curtíssimo, deu uma ajeitada no cabelo, fez a melhor cara de safada que conseguia e abriu a porta.
Não deixou a outra falar, a beijou, beijou, beijou, fez ela se sentar e fez o streap mais demorado de todos.
Deve ter sido uma das noites de amor mais longas que já tivemos...
Fazer as pazes... um dos melhores motivos pra transar loucamente durante horas pra acabar com uma discussão.

Mar...

Tem coisa melhor que ouvir o som das ondas do mar? Sentar na areia, pertinho da água, perceber que sentou perto demais e levantar depressa pra fugir da onda mais forte... Nós não pudemos fazer isso devido ao frio congelante e a chuva que caiu dias antes de irmos pra lá. Mas nada nos impediu de caminhar em ziguezague acompanhando o mar, despreocupadas com o tempo e ignorando o vento que fez questão de não parar nem por um segundo.
Decidimos que vamos ter que comprar uma casa perto da praia (assim que for possível).
Não dissemos nada uma pra outra, mas tenho certeza que o nosso amor aumentou diante daquela água toda.
Tivemos mais certeza que, sim, fomos feitas uma pra outra. E, não, nada vai mudar isso.
Foi lindo, como devia ser. Como tudo é, aliás.

Bendita intimidade

Estávamos esperando a dor da saudade diminuir, mas pelo visto isso não acontecerá tão cedo. Então vamos relembrando aos poucos o que nos aconteceu no Rio Grande do Sul.
Todos sabem que a intimidade nos leva a fazer coisas engraçadas, não tão legais e, principalmente, nojentas (aos olhos dos outros, claro!).
E foi essa intimidade que nos fez ter um diálogo mais ou menos assim:

Dani (jogando videogame, atirada no sofá): Vem cá, amor.
Daia
(no canto da sala, caminha e senta no colo da Dani): Não sei arrotar, mor.
Dani: Como não? É só engolir ar.
Daia: Não consigo. Me ensina.
Dani: Tá, oh.
– engole ar, fazendo um leve movimento de cabeça – BURP!
Daia e Dani: hahahahahaha
Daia: Tá, deixa eu tentar...
– engole ar, fazendo um intenso movimento de cabeça – Nada. Viu?? Não sei!

Poderíamos ficar vários minutos, escrevendo esse mesmo diálogo. A cada arroto bem sucedido de uma, era só sorrisos. Por outro lado, vinha a frustração da outra. Tentando incansavelmente fazer algum ruído (e chegando bem perto do ouvido da outra pra mostrar que não saía nada além de ar daquela boca).

Então, a intimidade afeta ou afetou você e sua namorada? Ou isso é estranho demais e devemos nos tratar? Comente!

Novo reencontro



Viagem marcada para o dia 13 de julho. Sai de Uberlândia e chega em Porto Alegre. Estava tudo certinho, passagens compradas, malas por fazer, ansiedade controlada na medida do possível. Até que chega uma notícia:


- Olha só amor, sexta já estou de férias... Ah, se pudesse trocar a data da viagem.


Adivinha. Claro que pode trocar a data. Amamos companhias aéreas e suas facilidades. A data foi mudada para o dia 5 de julho e a ansiedade ultrapassou todos os limites de normalidade. Ficamos primeiro eufóricas: “A gente vai se ver! Meu Deus, ta muito perto!! A gente vai se veeeer!” Depois descrentes: “Não acredito que a gente vai se ver domingo agora. Não pode ser. Não, não, não”. E por último, em transe: “(...)”.


As conversas se resumiam a míseros gemidos e palavras com nada mais que duas sílabas:


- Te amo tanto.


- É?


- É...


- Também te amo.


- Hummm... tu tá vindo.


- Tô.


Então, acho que você já entendeu o por que do sumiço das postagens. Mal conseguíamos conversar, quanto mais escrever alguma coisa. Mas agora já estamos bem, matamos um pouco a saudade, beijamos bastante, compramos um dildo (depois comentamos sobre isso), fomos pra Gramado, Canela, andamos de pedalinho e comemos fondue. Agora que já passamos frio na serra, iremos pra praia (mais uma coisa que a mineira não conhece). Voltaremos no começo da semana pra falar sobre as viagens pelo estado e mostrar as fotos pra você.