Tchau 2009!


Fim de ano... Quando era criança, e tudo era festa, eu amava. Daí fui crescendo, comecei a ficar com atitudes de velha ranzinza, e passei a desgostar. Achava triste e sem graça. Não via sentido, sabe? Pensava: “Ai, ta! Hoje é dia 31. E? Se passaram 11 fins de meses já. Esse é só mais um.” Mas agora, essa coisa toda de “promessas de um ano melhor que está por vir” vem muito a calhar. Até porque realmente, 2010 me promete uma infinidade de coisas boas. E ele vai cumprir!
2010 será o ano da mudança. Literalmente. É o ano que sairei do Rio Grande do Sul e irei para Minas. O ano que vou casar com a minha Dani, que teremos o nosso apartamento (já temos, a propósito), que ficaremos juntas de vez. Vou aprender que as contas não se pagam sozinhas, e os copos e pratos, junto com as roupas, não se lavam por si só. Aprenderei a usar o amaciante de roupas e a separá-las por cor na hora de lavar (afinal, a roupa amarela pode ir com a branca na máquina? Faremos o teste...). Vou saber quais produtos de limpeza deixam a casa com cheirinho bom, e quais precisam diluir na água (compraremos estes, para poupar). Irei reclamar quando chover... não porque não poderei sair, mas porque as roupas não vão secar. Vou saber qual padaria tem o melhor pão. E vou aprender a chamar o pão francês de pão francês, e não de “cacetinho” como nós, gaúchos-inocentes-e-sem-malícias, estamos acostumados. Vou aprender a deixar as luzes desligadas para pagar menos no fim do mês (menos na hora do sexo, por favor). E, finalmente, vou ter que aprender a cozinhar feijão.
2010 será o ano do aprendizado. Será o meu ano. Meu e da Dani. Nosso ano.
E não vejo a hora da contagem pra virada!


Quero!


O meu desejo agora é pegá-la de quatro. Sem romantismos, sem blá blá blá, sem insinuações do tipo “quero fazer amor”...
Não quero fazer amor. Quero sexo dos bons. Sexo selvagem. Com mordidas, apertões que deixam marcas e até tapas, por que não? Quero arrancar suas roupas (e espero que já sejam poucas, pra não perder tempo), jogá-la na cama e a comer do jeito que ela cair. Quero abrir suas pernas e ver como ela está molhada. E depois de ver, quero sentir. Sentir o gosto, a textura... chupar cada pedaço, cada voltinha, beber cada gota. Fazer ela se contorcer de tesão.
Quero ouvir ela gemer e me chamar de gostosa entre suspiros. Quero que goze rápido, pra poder gozar de novo, e de novo. Quero mudar a posição sem ela nem perceber... encaixar nossas pernas, fazendo nossos sexos se tocarem. Quero rebolar junto dela e sentir as mesmas coisas, os mesmos arrepios. Quero que gozemos juntas. Quero deixar ela com as pernas bambas, cansada, sem fôlego. E quero que ela me coma, do jeito que só ela sabe fazer. Colocar o dedo todo dentro de mim, e depois de segundos, colocar dois, três... E que me chupe enquanto me come.
Quero ficar sem ar, quero não conseguir dizer nada, além de gemidos. Quero gozar uma, duas, três, quatro vezes seguidas, pedir para parar, e ela (sabiamente) me desobedecer e fazer ainda mais forte, me fazendo gozar mais cinco, seis vezes. Quero perder as forças junto com ela, ficar mole... dar um beijo preguiçoso em tom de agradecimento. Respirar fundo várias vezes para a respiração voltar ao normal.

E assim que voltar, começar tudo de novo.