De volta a vida ( a ) normal...

Prometi que não ia chorar muito, mas não consigo. Mal vejo o teclado para escrever aqui... Deus, como dói.
Acontece que a Dani voltou pra Minas e parece que eu não estava preparada pra isso. Não sei se pensei que, talvez, ela pudesse ficar pra sempre, ou se não ia doer tanto, já que passamos por isso uma vez, mas infelizmente estava redondamente enganada. Redondamente enganada e redondamente redonda, devo dizer. Como estou inchada! Me lembro de ter chorado tanto assim lá em março quando era a minha vez de voltar pra casa.
A razão teima em ficar ausente nessas horas. Minha mãe não para de dizer que logo vamos nos ver, que teria sido pior se não tivéssemos aproveitado nada, blá blá blá... Dane-se. Sei de tudo isso, e quando paro pra pensar em como estava bom, é aí que dói mais.
Ver o avião dela partindo, voltar pro carro que ainda estava com o perfume dela, chegar em casa, me trancar no quarto, me atirar na cama que a gente dormia, enfiar a cara no travesseiro e, de novo, sentir o cheiro dela... É demais pra qualquer pessoa.
Olho em volta, e não tem como me esquecer que ela está longe de mim. Posso até mexer no meu computador sem dar um tapa na mão dela. Que graça tem isso? Me diz!!
Enfim, não sei mais o que dizer.
Dói. Dói demais.
Só quero que isso passe.
Beijo pra quem está lendo, e desculpe as lamentações.

Mor, te amo. Pra sempre.

Novo reencontro



Viagem marcada para o dia 13 de julho. Sai de Uberlândia e chega em Porto Alegre. Estava tudo certinho, passagens compradas, malas por fazer, ansiedade controlada na medida do possível. Até que chega uma notícia:


- Olha só amor, sexta já estou de férias... Ah, se pudesse trocar a data da viagem.


Adivinha. Claro que pode trocar a data. Amamos companhias aéreas e suas facilidades. A data foi mudada para o dia 5 de julho e a ansiedade ultrapassou todos os limites de normalidade. Ficamos primeiro eufóricas: “A gente vai se ver! Meu Deus, ta muito perto!! A gente vai se veeeer!” Depois descrentes: “Não acredito que a gente vai se ver domingo agora. Não pode ser. Não, não, não”. E por último, em transe: “(...)”.


As conversas se resumiam a míseros gemidos e palavras com nada mais que duas sílabas:


- Te amo tanto.


- É?


- É...


- Também te amo.


- Hummm... tu tá vindo.


- Tô.


Então, acho que você já entendeu o por que do sumiço das postagens. Mal conseguíamos conversar, quanto mais escrever alguma coisa. Mas agora já estamos bem, matamos um pouco a saudade, beijamos bastante, compramos um dildo (depois comentamos sobre isso), fomos pra Gramado, Canela, andamos de pedalinho e comemos fondue. Agora que já passamos frio na serra, iremos pra praia (mais uma coisa que a mineira não conhece). Voltaremos no começo da semana pra falar sobre as viagens pelo estado e mostrar as fotos pra você.