Peculiaridade



Todo casal tem suas peculiaridades.
Ainda mais no início do relacionamento onde a conquista está presente, o "conhecer a outra pessoa" é intenso, o frio na barriga não some nunca. Não sabemos por quê, mas nós sempre achamos que as nossas peculiaridades são mais peculiares que as dos outros casais. Deve ser assim com todo mundo. Desde o início o sexo sempre foi muito presente nas nossas vidas (leia o post Reencontro I), então lá no começo nós pegávamos ônibus no mesmo hoário para ir estudar.Íamos, as duas, com o mp3 ligado, ouvindo as mesmas músicas e imaginando como seria estar juntas. Num desses dias começamos a trocar mensagens pelo celular. Mas mensagens picantes mesmo. Dizíamos o que estávamos com vontade de fazer naquele momento (chupar, lamber, beijar, mão naquilo, mão naqueles, mão naquela...) e, juramos por tudo o que é mais sagrado, nos contorcíamos de tesão. Dentro do ônibus. Tínhamos espasmos, dávamos pulinhos de prazer... e isso tudo sem ao menos ficar vermelhas. Dane-se o ônibus lotado, não é mesmo? E daí se as pessoas se preocuparem e acharem que estamos tendo um ataque epilético? Apenas ignore. Sempre. Claro que tivemos que parar no meio da aula, mas esse é um momento que jamais vamos esquecer.

E você? Qual a sua "peculiaridade"?

Fazer as pazes

Depois de um fondue não muito bem sucedido, porém muito apetitoso, sentamos no chão daquela casa, em frente a lareira. Tinha tudo pra ser uma das noites mais românticas de todas, mas nem tudo é o que deve ser.
Resumindo muito, brigamos. Houve choro compulsivo da parte chorona, lógico. E houve um “não sei porque você está chorando” da outra parte. O que deixou a chorona com mais raiva ainda, blá blá blá... Aquela mesma história de sempre.
Mas o que mais queremos contar – e nos lembrar – é o desfecho dessa discussão.
Uma ficou chorando no quarto enquanto a outra foi no banheiro (talvez pra fugir da escandalosa que chora por “nada”). E na volta, teve uma pequena surpresa: deu com o nariz na porta. O quarto estava trancado...
Enquanto ela pensava a merda que ia ser dormir no sofá, no frio, a outra se vestia pra matar. O choro simplesmente parou, ela levantou colocou a calcinha minúscula, o vestido preto curtíssimo, deu uma ajeitada no cabelo, fez a melhor cara de safada que conseguia e abriu a porta.
Não deixou a outra falar, a beijou, beijou, beijou, fez ela se sentar e fez o streap mais demorado de todos.
Deve ter sido uma das noites de amor mais longas que já tivemos...
Fazer as pazes... um dos melhores motivos pra transar loucamente durante horas pra acabar com uma discussão.