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Quero!


O meu desejo agora é pegá-la de quatro. Sem romantismos, sem blá blá blá, sem insinuações do tipo “quero fazer amor”...
Não quero fazer amor. Quero sexo dos bons. Sexo selvagem. Com mordidas, apertões que deixam marcas e até tapas, por que não? Quero arrancar suas roupas (e espero que já sejam poucas, pra não perder tempo), jogá-la na cama e a comer do jeito que ela cair. Quero abrir suas pernas e ver como ela está molhada. E depois de ver, quero sentir. Sentir o gosto, a textura... chupar cada pedaço, cada voltinha, beber cada gota. Fazer ela se contorcer de tesão.
Quero ouvir ela gemer e me chamar de gostosa entre suspiros. Quero que goze rápido, pra poder gozar de novo, e de novo. Quero mudar a posição sem ela nem perceber... encaixar nossas pernas, fazendo nossos sexos se tocarem. Quero rebolar junto dela e sentir as mesmas coisas, os mesmos arrepios. Quero que gozemos juntas. Quero deixar ela com as pernas bambas, cansada, sem fôlego. E quero que ela me coma, do jeito que só ela sabe fazer. Colocar o dedo todo dentro de mim, e depois de segundos, colocar dois, três... E que me chupe enquanto me come.
Quero ficar sem ar, quero não conseguir dizer nada, além de gemidos. Quero gozar uma, duas, três, quatro vezes seguidas, pedir para parar, e ela (sabiamente) me desobedecer e fazer ainda mais forte, me fazendo gozar mais cinco, seis vezes. Quero perder as forças junto com ela, ficar mole... dar um beijo preguiçoso em tom de agradecimento. Respirar fundo várias vezes para a respiração voltar ao normal.

E assim que voltar, começar tudo de novo.

(Des)conhecidas

O apartamento era grande. A maioria dos móveis brancos com detalhes em preto. Tudo combinando perfeitamente. Nas paredes, alguns quadros com borrões que não me diziam nada, mas não deixavam de ser bonitos. O sofá vermelho quebrava o gelo da ausência de cor do apartamento. A porta de vidro do lado esquerdo dava para uma sacada enorme, com uma vista perfeita.E era no sofá colorido que eu me encontrava. Estava numa festa pequena. Apenas pessoas conhecidas (embora eu não conhecesse ninguém) se encontravam para um jantar informal.De repente a porta principal foi aberta. Mais um convidado... Uma convidada.
Estava vestindo uma blusa preta com detalhes em branco (talvez pra contrastar com o apartamento), calça jeans apertada (talvez pra deixar bem claro o formato de suas pernas) e um tênis roxo (talvez pra quebrar o gelo da ausência de cor de suas roupas). O cabelo comprido estava solto e ia até o meio de suas costas. Usava pouca maquiagem. E nem precisava de mais. Estava linda. Era linda.Olhou em volta rapidamente, como se estivesse apenas reconhecendo o lugar. Depois olhou atentamente pra cada mulher que estava naquele cômodo. Olhava tudo, dos pés a cabeça, bem devagar. Algumas mulheres a olharam de volta, mas ela sequer esboçou um sorriso. Apenas olhava os pés, pernas, barriga, seios, pescoço, rosto, cabelos. Encarava poucos segundos e ia para a próxima.
Até que chegou a minha vez. E para o meu espanto, ela agiu diferente. Quando seus olhos passaram pelas minhas coxas, pude notar um sorriso. Quando chegou nos meus olhos, me encarou mais tempo que encarou as outras.Como era sexy. Não tinha como não olhar pra ela. O dono da festa nos apresentou. Ela pegou na minha mão, deu um beijo no meu rosto, disse o habitual “muito prazer”, e saiu.
Sentou relativamente longe. Não tirava os olhos de mim. Depois de um tempo, as pessoas começaram a sentar em volta da mesa. Era hora do jantar. Ficamos onde estávamos. Quando todos se acomodaram, ela fez um sinal com a cabeça. Entendi que era pra eu ir para um quarto que tinha ali do lado. Levantei, fui e fiquei atrás da porta. Ela veio em seguida, chegou, olhou em volta e não me viu. Fechei a porta e a encostei na parede. Nos beijamos como se o mundo estivesse acabando. As línguas agiam como se estivéssemos nos chupando. Eu estava de vestido, o que facilitou pra ela tirar minha calcinha e sentir como estava molhada.Fui literalmente atirada na cama, arranquei sua blusa e vi que estava sem nada por baixo. Seus seios eram grandes e mal cabiam na minha boca. Do jeito que eu gosto. Quando me dei por conta, ela já estava nua em cima de mim. Rasgou meu vestido e me penetrou como ninguém tinha feito. Seu dedo entrava forte em mim, me fazendo gozar várias vezes seguidas...

E foi aí que eu acordei...