RSS

Vergonha Alheia



Eu preciso dividir isso com vocês.
Gordo sempre faz gordice. Eu sei bem disso.
hahahahaahahaha

Tempo?

Ô palavrinha complicada. Nem sei mais o isso significa.
"Ter tempo!" oi?
Isso não existe mais. hahaha


Vim só dizer que Daia e eu estamos ótimas.
Ela finalmente parou de fumar!!


Eu estou fazendo facul de Sistemas para Internet e ela fazendo Administração.
Volto logo contar mais novidades!


beeeijo gente, Dani =)

Voltando!!

Depois de anos sem postar, ressurgimos das cinzas...
E posso dizer que voltamos na hora certa. Pois foi a-go-ra que passamos da fase de adaptação. Sim, quase quatro meses depois.
Não pense que casamento é fácil, fia. Brigamos, choramos por bobagens, não nos olhávamos e parecíamos duas estranhas... Estranhas essas que nem iam com a cara uma da outra. Mas tudo bem, não se assuste! Estamos bem agora... Super adaptadas e fazendo mais planos ( como sempre ).
Nossos horários de trabalho não coincidem, portanto voltamos a ser aquelas namoradas que fazem melodrama o tempo todo. Sentimos saudades como se estivéssemos em países diferentes, e quando nos encontramos (à noite) não desgrudamos.
Posso te pedir uma coisa?
Reze pra continuarmos chatas, pegajosas e irritantes uma com a outra. Porque é assim que a gente funciona.
É assim que a gente sabe se amar.

Beijo! :)

Mudanças... benditas mudanças.

Não pense que as coisas estão tão boas que elas não podem melhorar, porque definitivamente, não é assim que as coisas acontecem. Essa coisa de “se melhorar estraga” é balela... Papinho de gente pessimista, que se contenta com pouco.
Se você fez um bolo, e você acha que esse bolo ficou tão divino a ponto de não poder ficar mais saboroso, está enganada. O próximo pode ser melhor.
Se você foi numa festa, e considerou esta a melhor festa da sua vida... aguarde. Vai ter uma ainda melhor. E não será a última.
Tudo pode ficar melhor. E o bom é quando acontece quando a gente menos espera.
Nós, por exemplo, estávamos felizes, porque íamos passar o fim do ano juntas, e de repente, as coisas foram tomando um rumo que não esperávamos. Quando vimos, a passagem de volta já estava cancelada, as mães estavam avisadas, os amigos estavam chocados.
Não vamos ficar apenas o início de 2010 juntas, como imaginávamos. Vamos ficar a vida inteira.
Já estou me mudando. A partir do dia 26 de dezembro, a nossa casa será em Uberlândia.
Tem presente de natal melhor que esse?

Tem... sempre tem. Mesmo que não saibamos. Veremos o que acontece quando estiver lá. A intenção é que supere as expectativas.
Sempre.

Beijos! :)

Tchau 2009!


Fim de ano... Quando era criança, e tudo era festa, eu amava. Daí fui crescendo, comecei a ficar com atitudes de velha ranzinza, e passei a desgostar. Achava triste e sem graça. Não via sentido, sabe? Pensava: “Ai, ta! Hoje é dia 31. E? Se passaram 11 fins de meses já. Esse é só mais um.” Mas agora, essa coisa toda de “promessas de um ano melhor que está por vir” vem muito a calhar. Até porque realmente, 2010 me promete uma infinidade de coisas boas. E ele vai cumprir!
2010 será o ano da mudança. Literalmente. É o ano que sairei do Rio Grande do Sul e irei para Minas. O ano que vou casar com a minha Dani, que teremos o nosso apartamento (já temos, a propósito), que ficaremos juntas de vez. Vou aprender que as contas não se pagam sozinhas, e os copos e pratos, junto com as roupas, não se lavam por si só. Aprenderei a usar o amaciante de roupas e a separá-las por cor na hora de lavar (afinal, a roupa amarela pode ir com a branca na máquina? Faremos o teste...). Vou saber quais produtos de limpeza deixam a casa com cheirinho bom, e quais precisam diluir na água (compraremos estes, para poupar). Irei reclamar quando chover... não porque não poderei sair, mas porque as roupas não vão secar. Vou saber qual padaria tem o melhor pão. E vou aprender a chamar o pão francês de pão francês, e não de “cacetinho” como nós, gaúchos-inocentes-e-sem-malícias, estamos acostumados. Vou aprender a deixar as luzes desligadas para pagar menos no fim do mês (menos na hora do sexo, por favor). E, finalmente, vou ter que aprender a cozinhar feijão.
2010 será o ano do aprendizado. Será o meu ano. Meu e da Dani. Nosso ano.
E não vejo a hora da contagem pra virada!


Quero!


O meu desejo agora é pegá-la de quatro. Sem romantismos, sem blá blá blá, sem insinuações do tipo “quero fazer amor”...
Não quero fazer amor. Quero sexo dos bons. Sexo selvagem. Com mordidas, apertões que deixam marcas e até tapas, por que não? Quero arrancar suas roupas (e espero que já sejam poucas, pra não perder tempo), jogá-la na cama e a comer do jeito que ela cair. Quero abrir suas pernas e ver como ela está molhada. E depois de ver, quero sentir. Sentir o gosto, a textura... chupar cada pedaço, cada voltinha, beber cada gota. Fazer ela se contorcer de tesão.
Quero ouvir ela gemer e me chamar de gostosa entre suspiros. Quero que goze rápido, pra poder gozar de novo, e de novo. Quero mudar a posição sem ela nem perceber... encaixar nossas pernas, fazendo nossos sexos se tocarem. Quero rebolar junto dela e sentir as mesmas coisas, os mesmos arrepios. Quero que gozemos juntas. Quero deixar ela com as pernas bambas, cansada, sem fôlego. E quero que ela me coma, do jeito que só ela sabe fazer. Colocar o dedo todo dentro de mim, e depois de segundos, colocar dois, três... E que me chupe enquanto me come.
Quero ficar sem ar, quero não conseguir dizer nada, além de gemidos. Quero gozar uma, duas, três, quatro vezes seguidas, pedir para parar, e ela (sabiamente) me desobedecer e fazer ainda mais forte, me fazendo gozar mais cinco, seis vezes. Quero perder as forças junto com ela, ficar mole... dar um beijo preguiçoso em tom de agradecimento. Respirar fundo várias vezes para a respiração voltar ao normal.

E assim que voltar, começar tudo de novo.

Dica de mãe!

NUNCA COMPRE UMA INTERNET 3G DA VIVO!
Vivo 3G Ilimitado é uma farsa! Propaganda enganosa!
Se eu for contar aqui, todos os problemas, vou escrever 3 dias seguidos.
Fica a dica pra todo mundo: NÃO ACREDITEM NA PROPAGANDA!

Beijos, Dani.


Passada rápida

Oi meninas =)

Passei rapidinho aqui só pra dizer que estamos concorrendo a promoção do site Dykerama.
A melhor história de sexo vai virar um conto do site, e ganha um livro... Muito legal.
Sorte pra gente!

Assim que sair o resultado, eu posto o texto aqui.

Beeeijo,
Dani


# p.s.: Campanha: "As namoradas" continue com o blog!

Twitter da Dani: www.twitter.com/QueSeDani
Twitter da Daia: www.twitter.com/gan_daia

Segue a gente lá :)

E depois da depressão vem a felicidade...

Essa coisa de namorar a distância é foda (com o perdão da palavra). Parei de escrever aqui porque, se o fizesse, o blog ficaria depressivo e talvez não fosse bom para o nosso relacionamento. Já estamos passando por uma fase difícil, se ficarmos enfatizando tudo de ruim que nos cerca, o término seria quase inevitável.

E se você pensa: “mas pra que enfatizar o que tem de ruim, então?”... Eu te respondo: “experimente ficar um ano com uma pessoa que tu só viu duas vezes. E depois desse tempo, me diga o que consegue pensar além da saudade e da dor que sente por não ter seu amor por perto.”.

Enfim, não era pra ser depressivo, não é?

E pra dar um ânimo nos nossos corações, pra ficarmos mais alegrinhas e pra voltarmos a conversar civilizadamente, uma ótima notícia caiu do céu pra gente: vamos passar o final do ano juntas!

Era exatamente disso que precisávamos. Tínhamos que ter a certeza que nos veríamos, para podermos continuar com os planos e, o mais importante, acreditar neles.

Agora a espera é pelo fim de dezembro. Os planos são pra logo. Não estamos pensando muito na mudança (muito na nossa visão. Talvez para você, ainda seja um exagero) e estamos focadas no beijo que vamos dar a meia-noite. O melhor beijo. Talvez melhor que o primeiro. O beijo que marcará a certeza do nosso futuro. A partir desse beijo, tudo se renovará, e lutaremos com mais força para – finalmente – ficarmos juntas de vez.

Que venha 2010!!!

Peculiaridade



Todo casal tem suas peculiaridades.
Ainda mais no início do relacionamento onde a conquista está presente, o "conhecer a outra pessoa" é intenso, o frio na barriga não some nunca. Não sabemos por quê, mas nós sempre achamos que as nossas peculiaridades são mais peculiares que as dos outros casais. Deve ser assim com todo mundo. Desde o início o sexo sempre foi muito presente nas nossas vidas (leia o post Reencontro I), então lá no começo nós pegávamos ônibus no mesmo hoário para ir estudar.Íamos, as duas, com o mp3 ligado, ouvindo as mesmas músicas e imaginando como seria estar juntas. Num desses dias começamos a trocar mensagens pelo celular. Mas mensagens picantes mesmo. Dizíamos o que estávamos com vontade de fazer naquele momento (chupar, lamber, beijar, mão naquilo, mão naqueles, mão naquela...) e, juramos por tudo o que é mais sagrado, nos contorcíamos de tesão. Dentro do ônibus. Tínhamos espasmos, dávamos pulinhos de prazer... e isso tudo sem ao menos ficar vermelhas. Dane-se o ônibus lotado, não é mesmo? E daí se as pessoas se preocuparem e acharem que estamos tendo um ataque epilético? Apenas ignore. Sempre. Claro que tivemos que parar no meio da aula, mas esse é um momento que jamais vamos esquecer.

E você? Qual a sua "peculiaridade"?

Fazer as pazes

Depois de um fondue não muito bem sucedido, porém muito apetitoso, sentamos no chão daquela casa, em frente a lareira. Tinha tudo pra ser uma das noites mais românticas de todas, mas nem tudo é o que deve ser.
Resumindo muito, brigamos. Houve choro compulsivo da parte chorona, lógico. E houve um “não sei porque você está chorando” da outra parte. O que deixou a chorona com mais raiva ainda, blá blá blá... Aquela mesma história de sempre.
Mas o que mais queremos contar – e nos lembrar – é o desfecho dessa discussão.
Uma ficou chorando no quarto enquanto a outra foi no banheiro (talvez pra fugir da escandalosa que chora por “nada”). E na volta, teve uma pequena surpresa: deu com o nariz na porta. O quarto estava trancado...
Enquanto ela pensava a merda que ia ser dormir no sofá, no frio, a outra se vestia pra matar. O choro simplesmente parou, ela levantou colocou a calcinha minúscula, o vestido preto curtíssimo, deu uma ajeitada no cabelo, fez a melhor cara de safada que conseguia e abriu a porta.
Não deixou a outra falar, a beijou, beijou, beijou, fez ela se sentar e fez o streap mais demorado de todos.
Deve ter sido uma das noites de amor mais longas que já tivemos...
Fazer as pazes... um dos melhores motivos pra transar loucamente durante horas pra acabar com uma discussão.

Pensamentos e divagações

Sabe quando tu sabe que aquela pessoa é pra ti? Ela foi feita, desenhada, projetada, chame como quiser, somente pra ti. Não importa o que aconteça, as circunstâncias farão vocês se encontrarem mais cedo ou mais tarde. E é aí que vocês percebem como são perfeitas juntas. Mesmo com as discussões, imperfeições (que todos temos, não tem como negar) e obstáculos que cada um cria – ou não – pra si. Tudo de ruim é abstraído e só sobra coisa boa. Mesmo.
Não sei qual a crença de cada um, mas particularmente, a vida após a morte, reencarnação, almas gêmeas e todas as coisas relacionadas a esse assunto me fazem muito sentido. Na verdade, é a única explicação que consigo encontrar.
Tenho a mania de escrever num caderno há anos. E lembro que uma vez escrevi assim: “Sei que se houver mesmo almas gêmeas, a minha está morando muito longe de mim.”
E quando conheci a Dani, nossa. Foi como despertar de alguma coisa que eu ainda nem sabia o que era. Ela foi feita pra mim. Passei a entender o por quê do meu desinteresse no resto do mundo.
Não sei muito bem porque estou escrevendo isso, mas tem noção de como é encontrar a pessoa da tua vida? Tem noção que tudo o que eu fiz foi procurá-la a minha vida inteira?
E ver que ela sente as mesmas coisas que eu... Sentir que o amor que ela sente por mim é gigante... Saber que eu posso fazê-la feliz exatamente do meu jeito... Só torna as coisas ainda melhores.

Amor, essa abstinência de internet me deixou melosa. Te amo demais. E não tem como descrever a minha felicidade por ter te encontrado nessa vida.

Mar...

Tem coisa melhor que ouvir o som das ondas do mar? Sentar na areia, pertinho da água, perceber que sentou perto demais e levantar depressa pra fugir da onda mais forte... Nós não pudemos fazer isso devido ao frio congelante e a chuva que caiu dias antes de irmos pra lá. Mas nada nos impediu de caminhar em ziguezague acompanhando o mar, despreocupadas com o tempo e ignorando o vento que fez questão de não parar nem por um segundo.
Decidimos que vamos ter que comprar uma casa perto da praia (assim que for possível).
Não dissemos nada uma pra outra, mas tenho certeza que o nosso amor aumentou diante daquela água toda.
Tivemos mais certeza que, sim, fomos feitas uma pra outra. E, não, nada vai mudar isso.
Foi lindo, como devia ser. Como tudo é, aliás.

Bendita intimidade

Estávamos esperando a dor da saudade diminuir, mas pelo visto isso não acontecerá tão cedo. Então vamos relembrando aos poucos o que nos aconteceu no Rio Grande do Sul.
Todos sabem que a intimidade nos leva a fazer coisas engraçadas, não tão legais e, principalmente, nojentas (aos olhos dos outros, claro!).
E foi essa intimidade que nos fez ter um diálogo mais ou menos assim:

Dani (jogando videogame, atirada no sofá): Vem cá, amor.
Daia
(no canto da sala, caminha e senta no colo da Dani): Não sei arrotar, mor.
Dani: Como não? É só engolir ar.
Daia: Não consigo. Me ensina.
Dani: Tá, oh.
– engole ar, fazendo um leve movimento de cabeça – BURP!
Daia e Dani: hahahahahaha
Daia: Tá, deixa eu tentar...
– engole ar, fazendo um intenso movimento de cabeça – Nada. Viu?? Não sei!

Poderíamos ficar vários minutos, escrevendo esse mesmo diálogo. A cada arroto bem sucedido de uma, era só sorrisos. Por outro lado, vinha a frustração da outra. Tentando incansavelmente fazer algum ruído (e chegando bem perto do ouvido da outra pra mostrar que não saía nada além de ar daquela boca).

Então, a intimidade afeta ou afetou você e sua namorada? Ou isso é estranho demais e devemos nos tratar? Comente!

De volta a vida ( a ) normal...

Prometi que não ia chorar muito, mas não consigo. Mal vejo o teclado para escrever aqui... Deus, como dói.
Acontece que a Dani voltou pra Minas e parece que eu não estava preparada pra isso. Não sei se pensei que, talvez, ela pudesse ficar pra sempre, ou se não ia doer tanto, já que passamos por isso uma vez, mas infelizmente estava redondamente enganada. Redondamente enganada e redondamente redonda, devo dizer. Como estou inchada! Me lembro de ter chorado tanto assim lá em março quando era a minha vez de voltar pra casa.
A razão teima em ficar ausente nessas horas. Minha mãe não para de dizer que logo vamos nos ver, que teria sido pior se não tivéssemos aproveitado nada, blá blá blá... Dane-se. Sei de tudo isso, e quando paro pra pensar em como estava bom, é aí que dói mais.
Ver o avião dela partindo, voltar pro carro que ainda estava com o perfume dela, chegar em casa, me trancar no quarto, me atirar na cama que a gente dormia, enfiar a cara no travesseiro e, de novo, sentir o cheiro dela... É demais pra qualquer pessoa.
Olho em volta, e não tem como me esquecer que ela está longe de mim. Posso até mexer no meu computador sem dar um tapa na mão dela. Que graça tem isso? Me diz!!
Enfim, não sei mais o que dizer.
Dói. Dói demais.
Só quero que isso passe.
Beijo pra quem está lendo, e desculpe as lamentações.

Mor, te amo. Pra sempre.

Novo reencontro



Viagem marcada para o dia 13 de julho. Sai de Uberlândia e chega em Porto Alegre. Estava tudo certinho, passagens compradas, malas por fazer, ansiedade controlada na medida do possível. Até que chega uma notícia:


- Olha só amor, sexta já estou de férias... Ah, se pudesse trocar a data da viagem.


Adivinha. Claro que pode trocar a data. Amamos companhias aéreas e suas facilidades. A data foi mudada para o dia 5 de julho e a ansiedade ultrapassou todos os limites de normalidade. Ficamos primeiro eufóricas: “A gente vai se ver! Meu Deus, ta muito perto!! A gente vai se veeeer!” Depois descrentes: “Não acredito que a gente vai se ver domingo agora. Não pode ser. Não, não, não”. E por último, em transe: “(...)”.


As conversas se resumiam a míseros gemidos e palavras com nada mais que duas sílabas:


- Te amo tanto.


- É?


- É...


- Também te amo.


- Hummm... tu tá vindo.


- Tô.


Então, acho que você já entendeu o por que do sumiço das postagens. Mal conseguíamos conversar, quanto mais escrever alguma coisa. Mas agora já estamos bem, matamos um pouco a saudade, beijamos bastante, compramos um dildo (depois comentamos sobre isso), fomos pra Gramado, Canela, andamos de pedalinho e comemos fondue. Agora que já passamos frio na serra, iremos pra praia (mais uma coisa que a mineira não conhece). Voltaremos no começo da semana pra falar sobre as viagens pelo estado e mostrar as fotos pra você.

(Des)conhecidas

O apartamento era grande. A maioria dos móveis brancos com detalhes em preto. Tudo combinando perfeitamente. Nas paredes, alguns quadros com borrões que não me diziam nada, mas não deixavam de ser bonitos. O sofá vermelho quebrava o gelo da ausência de cor do apartamento. A porta de vidro do lado esquerdo dava para uma sacada enorme, com uma vista perfeita.E era no sofá colorido que eu me encontrava. Estava numa festa pequena. Apenas pessoas conhecidas (embora eu não conhecesse ninguém) se encontravam para um jantar informal.De repente a porta principal foi aberta. Mais um convidado... Uma convidada.
Estava vestindo uma blusa preta com detalhes em branco (talvez pra contrastar com o apartamento), calça jeans apertada (talvez pra deixar bem claro o formato de suas pernas) e um tênis roxo (talvez pra quebrar o gelo da ausência de cor de suas roupas). O cabelo comprido estava solto e ia até o meio de suas costas. Usava pouca maquiagem. E nem precisava de mais. Estava linda. Era linda.Olhou em volta rapidamente, como se estivesse apenas reconhecendo o lugar. Depois olhou atentamente pra cada mulher que estava naquele cômodo. Olhava tudo, dos pés a cabeça, bem devagar. Algumas mulheres a olharam de volta, mas ela sequer esboçou um sorriso. Apenas olhava os pés, pernas, barriga, seios, pescoço, rosto, cabelos. Encarava poucos segundos e ia para a próxima.
Até que chegou a minha vez. E para o meu espanto, ela agiu diferente. Quando seus olhos passaram pelas minhas coxas, pude notar um sorriso. Quando chegou nos meus olhos, me encarou mais tempo que encarou as outras.Como era sexy. Não tinha como não olhar pra ela. O dono da festa nos apresentou. Ela pegou na minha mão, deu um beijo no meu rosto, disse o habitual “muito prazer”, e saiu.
Sentou relativamente longe. Não tirava os olhos de mim. Depois de um tempo, as pessoas começaram a sentar em volta da mesa. Era hora do jantar. Ficamos onde estávamos. Quando todos se acomodaram, ela fez um sinal com a cabeça. Entendi que era pra eu ir para um quarto que tinha ali do lado. Levantei, fui e fiquei atrás da porta. Ela veio em seguida, chegou, olhou em volta e não me viu. Fechei a porta e a encostei na parede. Nos beijamos como se o mundo estivesse acabando. As línguas agiam como se estivéssemos nos chupando. Eu estava de vestido, o que facilitou pra ela tirar minha calcinha e sentir como estava molhada.Fui literalmente atirada na cama, arranquei sua blusa e vi que estava sem nada por baixo. Seus seios eram grandes e mal cabiam na minha boca. Do jeito que eu gosto. Quando me dei por conta, ela já estava nua em cima de mim. Rasgou meu vestido e me penetrou como ninguém tinha feito. Seu dedo entrava forte em mim, me fazendo gozar várias vezes seguidas...

E foi aí que eu acordei...

Discutindo a relação

Odiamos traição. Ai, como odiamos. E não é que isso caiu no nosso namoro? Por causa de uma vadiazinha qualquer, a discórdia é implantada no relacionamento. A confiança não existe mais. E a dúvida chega... perdoar ou não perdoar? A primeira coisa que vem na cabeça é: não perdoarei nunca! Quero mais é que se dane. E é isso que tem que acontecer mesmo. Afinal, promessas foram feitas, planos foram traçados e momentos foram divididos. E parece que nada importou para a outra pessoa.
Um sábado de tarde... Era pra ser um dia de descanso, de carinho, de conversa. Mas não. Hoje foi um dia em que descobrimos a traição. E rimos mais do que nunca.
Oi? Não entendeu nada?
Olhe esse vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=Mo2HW4JmlGY

Primeiros passos para morarmos juntas

Queremos juntar dinheiro... ou melhor...temos que juntar dinheiro para unir nossos trapos ano que vem.Infelizmente só a Dani está trabalhando e eu não tenho um currículo que seja invejado por ninguém. Então só nos restou torcer, pensar positivo, rezar, fazer promessa e o escambau pra eu conseguir um emprego logo.E, olha que legal, consegui! Por intermédio total do meu pai e num lugar onde eu nem sei qual será a minha função direito, mas consegui. Dane-se se não tive méritos (notáveis). Meu maior mérito é ser filha de um cara influente, e já está de bom tamanho, no momento.Mas surgiram dois probleminhas junto com esse emprego:


1° - A Dani tem um horário privilegiado. Trabalha apenas de manhã e estuda a noite, mas nada impede que ela use a internet.Nos falamos o tempo todo e paramos só na hora de dormir. Nos acostumamos com isso. Nem pessoas casadas se falam tanto.Infelizmente, meu trabalho terá uma carga horária normal. Ficarei o dia inteiro fora e terei que dormir cedo.Não podemos fingir que esse fato não nos deixou um pouco sem chão.


2° - Não sei muito bem qual a minha função, mas sei que trabalharei com crianças carentes. Isso já foi o bastante pra Dani me chamar de Assistente Social o tempo todo (sendo que ela também trabalha com crianças carentes, não entendi a piadinha até agora).Nada contra os assistentes sociais, né amor? Achamos ótimo!

Só, digamos que muitas crianças no mesmo ambiente nos deixa meio desconfortáveis.


Enfim, o que importa é que agora nós duas trabalhamos, e ano que vem não seremos assistentes sociais. Assim espero.

DIA (in)ÚTIL


Hoje será um dia que nos lembraremos pra sempre ( até porque estamos postando aqui, se não, já era ). Provavelmente, nós inventamos um novo conceito de comunicação.

Passamos o dia inteiro juntas – naquelas condições, cada uma no seu devido estado – e não trocamos nenhuma palavra útil.

Nosso dia pode ser resumido assim:

- Oi, amor!

- Oi, minha vida!

Minutos de silêncio...

- Hahahahaha

- O que foi?
- Olha isso: qualquerbesteira.com.br

Silêncio...

- Hahahahaha, muito bom. Olha esse site: maisbesteira.com.br

Silêncio...

- Hahahaha...

Vários minutos de silêncio...

Deu pra entender, né? Passamos o dia inteiro ouvindo apenas as gargalhadas uma da outra. E pode parecer bobo, mas foi um dos melhores dias que tivemos.

Para: daiene...@gmail.com

Vim no ônibus hoje, lembrando do nosso primeiro beijo dentro do carro do Ju.
Ainda sinto meu coração acelerar, toda vez que lembro.
Sinto falta daquele beijo, sinto sua falta.
Fica boa logo, não aguento mais chegar e não falar com vc... Eu te amo tanto. Vc é minha vida. Quero ficar com vc pra sempre do meu lado.

Minha mulher... linda!

Para: danielle...@gmail.com

Pra variar, fico melosa e resolvo lotar a tua caixa de entrada com o meu mel.
E pra continuar variando, não tenho nada demais pra escrever, mas nós duas sabemos que acabo escrevendo linhas e mais linhas sobre o quanto eu te amo.
É que eu te amo tanto, minha vida, que eu sempre acho que tudo que eu falo ou faço é pouco demais.
Não adianta. Escrevo, escrevo e nunca consigo dizer o que quero.
Qualquer pessoa diria que é falta de amor próprio quando eu digo que te amo mais que a mim mesma.
Mas, é claro que a minha visão sobre o nosso amor é diferente da visão de qualquer ser humano.
Nós dizemos que somos uma só. Só que eu estava aqui pensando, e acho que tu é, mesmo, uma versão minha. Só que melhorada.
Muito melhorada.
Tu nasceu pra me ensinar. Hoje, vejo que não sabia absolutamente nada da vida.
Não sabia amar, não sentia prazer algum em viver, nunca fui estudiosa, fazia as coisas simplesmente por fazer, não me preocupava com a saúde (tem acento ainda? humm), enfim.
Tu está me ensinando a dar valor pra essas coisas, a correr atrás das coisas que quero, a acreditar em mim mesma...
Amo tanto esse cuidado que tu tem comigo. Essa preocupação mais que exagerada. Me sinto ainda mais amada.
O que é muito bom, nessa fase meio difícil que estamos passando (porque não passamos nada sozinhas, lembra?Estamos aqui pra nos ajudar).
Cada dia que passa, te amo mais. Tenho mais vontade de construir a nossa vida juntas, de ter o nosso sítio ( com as onças, peixes-boi, ursos panda, leões e o Valter ), de passar os nove meses com o nosso bebê na barriga e criá-lo depois, de continuar te amando todos os dias da minha vida.
Te amo demais! Não vejo a hora dos nossos sonhos se tornarem realidade. Não vejo a hora de ficarmos juntas pra sempre, sem ter que se preocupar com a " data do tchau ".
Ah, não vejo a hora mess!! :)

Beijo, minha linda! Meu eu-melhorado... meu tudo.

1º Dia dos Namorados...

Ah, o dia dos namorados...



Propagandas de presente para os apaixonados, programas de tv dando dicas de “como manter um relacionamento feliz” ou ainda de “como arranjar um relacionamento e ser muito feliz com ele”, hotéis e motéis fazendo promoções especiais para esse dia... e nós tentando achar o melhor jeito de fazer um sexo virtual que mais combine com essa data. Não é patético?Não! Não é patético.
Nos conhecemos sabendo que tem três estados entre nós, e agora temos que conviver com isso. E nós temos ótimas alternativas, como já dissemos em outro post. Temos a sorte de sermos abençoadas com uma imaginação bem fértil. O problema é quando a natureza resolve falar mais alto e a menstruação chega. Pras duas. No mesmo dia. Dois dias antes do primeiro dia dos namorados que passaríamos “juntas”.Tem como ter mais azar?Não teremos danças sensuais ou exibições diante das câmeras. Teremos, sim, longas conversas sobre como o nosso útero estará reagindo com os atroverans da vida. O que nos tranquiliza é que teremos mais uma vida de dia dos namorados, natais, reveillons e todas essas datas comemorativas pela frente. E com certeza, o próximo dia dos namorados será comemorado presencialmente, de baixo do teto da nossa casinha em Uberlândia.
Enquanto isso, vamos discutindo a eficiência dos remédios contra cólica.

E a Daia escreve...


Como dissemos no primeiro post, temos uma vida linda, engraçada, intensamente perfeita e trágica.
Mas como é possível ter uma vida perfeita e trágica ao mesmo tempo?
Pois é... decidi criar um post sozinha pra falar desses extremos que não nos abandonam.
O costume manda falarmos das coisas ruins primeiro, e é exatamente isso que vou fazer:

Moramos em estados diferentes, ela em Minas e eu no Rio Grande do Sul; estamos ha 7 meses juntas e nos encontramos apenas uma vez; quando os problemas surgem ( inevitáveis problemas ) não temos o colo que tanto precisamos; não importa o quanto a saudade nos machuque, não nos veremos no próximo fim de semana, nem no próximo; não ganharemos nenhum beijo por um bom tempo... a espera é de meses.

Essas são as piores e as que eu me lembro agora. Mas como tudo tem seu lado bom...

A cumplicidade que temos não foi conseguida depois de muito tempo, ela sempre existiu; esse único encontro durou 43 dias, então aproveitamos bastante; lemos os pensamentos uma da outra e sentimos quando a outra não está bem; temos certeza que os nossos planos se concretizarão ( e como fazemos planos ); brigamos pelas coisas mais ridículas possíveis e rimos depois; rimos da desgraça alheia; rimos de piadas idiotas; rimos das coisas que ninguém mais ri; rimos demais; conseguimos driblar a saudade e nos divertimos a km de distância; somos felizes juntas e todos notam como mudamos depois que nos conhecemos, enfim... nos merecemos. Fomos feitas uma pra outra e temos muita sorte de reconhecer isso.

Nanica, como eu já disse em vários e-mails, muito obrigada por existir.
Te amo mais que qualquer coisa.
Desde sempre, pra sempre.

Reencontro I



Sabe o que odiamos? A banalização de certas coisas. As palavras amor e ódio, por exemplo. As pessoas dizem: “Eu amo o meu cabeleireiro, ele é o melhor!”, até ele errar o corte. Aí a frase muda para: “Olha o que aquele filho da mãe fez com o meu cabelo. Odeio ele!”. Banalizaram, também, o namoro pela internet. Muita gente revirou os olhos e fez pouco caso do nosso namoro quando dissemos que nos conhecemos pela internet. Virou modinha. O que é uma pena, pois muitos casos são realmente verdadeiros. O nosso é um exemplo muito vivo, que fechou a boca dos que desacreditaram.


“E como começou?”, você deve – ou não – estar se perguntando.


Pois bem, foi em outubro de 2008. Entramos na comunidade da Ana Carolina (sim, aquela cantora que também foi banalizada, e quem fala dela, só lembra de mulheres beijando mulheres) e lá, havia um tópico com o título: “MSN da comunidade”, ou algo assim.Entramos no tal MSN, provavelmente no mesmo dia, mas demoramos pra conversar. Os assuntos eram basicamente sobre a cantora-que-calça-44, o que foi até divertido no começo, mas depois ficou um porre. Especialmente o dia que nos conhecemos. O assunto era entediante demais, até que:


( que se ) Dani diz: Vamos falar sobre sexo!


Menina chata diz: Aaaai, que horror.


Menina infantil diz: Kkkkkkkkkkkkkk


Daia diz: Vamos! Graças a Deus, alguém divertido!


Todas as meninas concordaram com a troca de assunto, tamanho foi o nosso empenho. Pediram pra criar um conto erótico. E...


Daia diz: Levei a Dani pro cantinho e ela me disse: morde?


O trocadilho com a música da cantora agradou a todas, especialmente a quem tinha que agradar, e o conto foi iniciado.É óbvio que não lembramos do conto (devíamos ter criado o blog antes), mas muitas coisas foram feitas, pode ter certeza. Deixe a sua imaginação fluir.Conversávamos com as meninas no chat, e em uma janela separada. E quando vimos, tínhamos abandonado o chat.Os assuntos simplesmente fluíam entre nós. E as coincidências foram surgindo. Dizíamos que não fomos feitas pra namorar, que enjoávamos das pessoas, que os outros diziam que não tínhamos coração.E diante disso tudo, um carinho imenso foi ativado, como se fosse um botão mesmo.Vimos que nossas histórias se pareciam demais, nos adicionamos no orkut, trocamos depoimentos, telefones, telefonemas.Tudo muito intenso. Tudo muito louco. Tudo muito lindo.Demoramos apenas 10 dias pra dizer a frase “Eu te amo”, e pode ter certeza que não a banalizamos. Foi verdadeiro, e até demorou pra ser dita, pois sabíamos que era amor desde o primeiro momento.

Daia, nega, gaúcha ou, simplesmente, ''mor''.


Daia!
Gaúcha de São Leopoldo, taurina ( entenda como "MUITO ciumenta!" ) com pouco orgulho. Tem pavor de baratas e acha as aranhas muito simpáticas. É educada, mas fala palavrão. Tem cara de arrogante, mas é capaz de passar a noite inteira conversando com bêbados na rua. Prefere usar um salto a usar um chinelo. Ama qualquer animal que possua pêlos, penas ou escamas. Dança como uma louca no quarto, mas precisa de algumas doses de whisky para se soltar numa festa. É a parte sensível da relação. Aquela que faz beicinho por 30 segundos antes de cair no choro porque a outra parte deu, sem querer, o tapa mais forte na brincadeira de lutinha.

Dani, nanica, mineira ou, simplesmente, ''mor''.



Dani!
Mineira de Centralina, é pisciana com muito orgulho e completamente fissurada com informática. Ama energético, macarrão e all star. Torce fervorosamente pelo São Paulo e não é nem um pouco disposta a manter uma amizade com alguém que deboche do seu time de coração. É filha única ( entenda como "extremamente mimada"! ). Tem uma certa aversão a cachorros adultos, gatos de qualquer idade e bichos que desconhece. Sincera ao extremo, sabe ouvir e não tem papas na língua. É a parte exagerada da relação. Aquela que faz tempestade em copo d'água e briga por horas porque a outra parte falou que ia fazer sol, mas choveu.

Esclarecimentos





Estamos criando o ''senfim'' sem saber que proporções irá tomar. E, sinceramente, se não tiver proporção alguma, a não ser nós mesmas lendo e relendo os textos, não ficaremos chateadas. Afinal, o propósito do blog é relatar o que acontece na vida de duas mulheres que se amam demais, mas tem um enorme problema: a memória.

Infelizmente, nós duas deixamos muito a desejar quando o assunto se trata de lembrar, seja lá o que for.

E nossa vida é tão linda, engraçada, trágica e intensamente perfeita, que não podemos mais nos esquecer dos detalhes. Queremos ler o blog daqui uns anos e sentir as mesmas coisas de novo e de novo.
... mas afinal, quem somos nós? (...)